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Saturday, December 03, 2016

O JOGO DOS MAÇONS PINGAS

Variante do JOGO DA CABRA CEGA

A história já tem barbas notáveis.
Apontei-a aqui. Hoje o DN publica mais um capítulo aqui juntamente com a notícia de estarem escamados os maçons - vd. aqui - com a ultrapassagem que lhes fizeram os da Opus Dei na curva do Montepio e que - vd. aqui - segundo Fernando Lima, Grão Mestre de Não Sei Quê, "muitos melhores no país foram ou são maçons". 

Toda esta lavagem de roupa, ou pouco limpa ou nada transparente, a propósito da eleição que deverá ocorrer a 10 de Junho do próximo ano do substituto do próximo, ou do mesmo, venerável Grão Mestre. Perfila-se como candidato, mas há mais, o sr. Adelino Maltez, "republicamente monárquico", segundo ele mesmo. 

O artigo do DN termina desta forma deliciosa:

"A maçonaria está sempre envolvida em polémicas mas as mais recentes não envolvem o Grande Oriente Lusitano mas sim uma outra obediência, a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP). Foi dentro desta obediência, na loja Mozart, que Nuno Vasconcelos, patrão do grupo de media Ongoing, conheceu Jorge Silva Carvalho, então chefe do SIED (a secreta externa). Silva Carvalho passou a Nuno Vasconcelos informação classificada e foi por isso condenado por violação de segredo de Estado."

Pena suspensa, evidentemente. É para isso que valem os "melhores irmãos", não?


Wednesday, July 29, 2015

O JOGO DOS MAÇONS PINGAS

Variante do JOGO DA CABRA CEGA

Hoje soube-se, vd. aqui, que

"João Alberto Correia, ex-diretor geral de Infraestruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna, vai ser julgado por 80 crimes: 32 de corrupção passiva, 31 de participação económica em negócio, 12 de falsificação de documentos, quatro de abuso de poder e um de branqueamento de capitais. A decisão foi tomada este mês pelo juiz João Bártolo do Tribunal Central de Instrução Criminal, que confirmou em toda a linha a acusação do Ministério Público."

Há dois meses atrás soube-se, vd. aqui, que

O Ministério Público acusara "ex-director do MAI de beneficiar amigos e maçons ..." e que "durante três anos (2011-2014), muitas obras adjudicas pelo Ministério da Administração Interna (MAI) terão obedecido apenas a dois critérios: os beneficiários ou pertenciam à maçonaria ou a um clube informal de amigos autointitulado "Os Pingas".

Em Maio do ano passado foi-nos recordado, vd. aqui, "a coincidência rara nos percursos de João Rosado Correia, pai, e João Alberto Correia, filho", e a presença na fita de gente que regularmente nos entra em casa se acaso o zapping entre meia dúzia de canais televisivos os intercepta debitando opiniões e não raramente subtis prelecções morais.

"A maçonaria (reclama-se como) uma sociedade fraterna, que admite todo o homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social, (tendo como)  principais exigências que o candidato acredite num princípio criador, tenha boa índole, respeite a família, possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição, aniquilando os seus vícios e trabalhando para a constante evolução de suas virtudes". Wiki

Quod erat demonstratum

Tuesday, April 22, 2014

O JOGO DA CABRA CEGA

Já vem de longe.

Hoje foram divulgados os resultados de uma sondagem à opinião pública conduzida pla Universidade Católica para o DN, JN, RTP, Antena 1, que, além do mais confirmam, a imagem mais negativa dos tribunais junto da opinião pública, mal acompanhados pelos bancos e pelos políticos. 


Um amigo enviou-me hoje por e-mail um artigo de M Sousa Tavares publicado no Expresso em 29/12/2007, onde a tríade se reune. Deve andar a cirandar pela net desde então.  Mas vale sempre a pena recordá-lo. Os protagonistas de um jogo jogo iniciado há mais de uma década atrás estão em vias de ser todos ilibados nos dias de hoje. 

Da Opus Dei à maçonaria: a incrível história do BCP
Em países onde o capitalismo, as leis da concorrência e a seriedade do negócio bancário são levados a sério, a inacreditável história do BCP já teria levado a prisões e a um escândalo público de todo o tamanho. Em Portugal, como tudo vai acabar sem responsáveis e sem responsabilidades, convém recordar os principais momentos deste "case study", para que ao menos a falta de vergonha não passe impune.
 
1 Até ao 25 de Abril, o negócio bancário em Portugal obedecia a regras simples: cada grande família, intimamente ligada ao regime, tinha o seu banco. Os bancos tinham um só dono ou uma só família como dono e sustentavam os demais negócios do respectivo grupo. Com o 25 de Abril e a nacionalização sumária de toda a banca, entrámos num período 'revolucionário' em que "a banca ao serviço do povo" se traduzia, aos olhos do povo, por uns camaradas mal vestidos e mal encarados que nos atendiam aos balcões como se nos estivessem a fazer um grande favor. Jardim Gonçalves veio revolucionar isso, com a criação do BCP e, mais tarde, da Nova Rede, onde as pessoas passaram a ser tratadas como clientes e recebidas por profissionais do ofício. Mas, mais: ele conseguiu criar um banco através de um MBO informal que, na prática, assentava na ideia de valorizar a competência sobre o capital. O BCP reuniu uma série de accionistas fundadores, mas quem de facto mandava eram os administradores - que não tinham capital, mas tinham "know-how". Todos os fundadores aceitaram o contrato proposto pelo "engenheiro" - à excepção de Américo Amorim, que tratou de sair, com grandes lucros, assim que achou que os gestores não respeitavam o estatuto a que se achava com direito (e dinheiro).
 
2 Com essa imagem, aliás merecida, de profissionalismo e competência, o BCP foi crescendo, crescendo, até se tornar o maior banco privado português, apenas atrás do único banco público, a Caixa Geral de Depósitos. E, de cada vez que crescia, era necessário um aumento de capital. E, em cada aumento de capital, era necessário evitar que algum accionista individual ganhasse tanta dimensão que pudesse passar a interferir na gestão do banco. Para tal, o BCP começou a fazer coisas pouco recomendáveis: aos pequenos depositantes, que lhe tinham confiado as suas poupanças para gestão, o BCP tratava de lhes comprar, sem os consultar, acções do próprio banco nos aumentos de capital, deixando-os depois desamparados perante as perdas em bolsa; aos grandes depositantes e amigos dos gestores, abria-lhes créditos de milhões em "off-shores" para comprarem acções do banco, cobrindo-lhes, em caso de necessidade, os prejuízos do investimento. Desta forma exemplar, o banco financiou o seu crescimento com o pêlo do próprio cão - aliás, com o dinheiro dos depositantes - e subtraiu ao Estado uma fortuna em lucros não declarados para impostos. Ano após ano, também o próprio BCP declarava lucros astronómicos, pelos quais pagava menos de impostos do que os porteiros do banco pagavam de IRS em percentagem. E, enquanto isso, aqueles que lhe tinham confiado as suas pequenas ou médias poupanças viam-nas sistematicamente estagnadas ou até diminuídas e, de seis em seis meses, recebiam uma carta-circular do engenheiro a explicar que os mercados estavam muito mal.
 
3 Depois, e seguindo a velha profecia marxista, o BCP quis crescer ainda mais e engolir o BPI. Não conseguiu, mas, no processo, o engenheiro trucidou o sucessor que ele próprio havia escolhido, mostrando que a tímida "renovação" anunciada não passava de uma farsa. E descobriu-se ainda uma outra coisa extraordinária e que se diria impossível: que o BCP e o BPI tinham participações cruzadas, ao ponto de hoje o BPI deter 8% do capital do BCP e, como maior accionista individual, ter-se tornado determinante no processo de escolha da nova administração... do concorrente! Como se fosse a coisa mais natural do mundo, o presidente do BPI dá uma conferência de imprensa a explicar quem deve integrar a nova administração do banco que o quis opar e com o qual é suposto concorrer no mercado, todos os dias... 
 
4 Instalada entretanto a guerra interna, entra em cena o notável comendador Berardo - o homem que mais riqueza acumula e menos produz no país - protegido de Sócrates, que lhe deu um museu do Estado para ele armazenar a sua colecção de arte privada. Mas, verdade se diga, as brasas espalhadas por Berardo tiveram o mérito de revelar segredos ocultos e inconfessáveis daquela casa. E assim ficámos a saber que o filho do engenheiro fora financiado em milhões para um negócio de vão de escada, e perdoado em milhões quando o negócio inevitavelmente foi por água abaixo. E que havia também amigos do engenheiro e da administração, gente que se prestara ao esquema das "off-shores", que igualmente viam os seus créditos malparados serem perdoados e esquecidos por acto de favor pessoal.
 
5 E foi quando, lá do fundo do sono dos justos onde dormia tranquilo, acorda inesperadamente o governador do Banco de Portugal e resolve dizer que já bastava: aquela gente não podia continuar a dirigir o banco, sob pena de acontecer alguma coisa de mais grave - como, por exemplo, a própria falência, a prazo.

6 Reúnem-se, então, as seguintes personalidades de eleição: o comendador Berardo, o presidente de uma empresa pública com participação no BCP e ele próprio ex-ministro de um governo PSD e da confiança pessoal de Sócrates, mais, ao que consta, alguém em representação do doutor "honoris causa" Stanley Ho - a quem tantos socialistas tanto devem e vice-versa. E, entre todos, congeminam um "take over" sobre a administração do BCP, com o "agréement" do dr. Fernando Ulrich, do BPI. E olhando para o panorama perturbante a que se tinha chegado, a juntar ao súbito despertar do dr. Vítor Constâncio, acharam todos avisado entregar o BCP ao PS. Para que não restassem dúvidas das suas boas intenções, até concordaram em que a vice-presidência fosse entregue ao sr. Armando Vara (que também usa 'dr.') - esse expoente político e bancário que o país inteiro conhece e respeita.
 
7 E eis como um banco, que era tão independente que fazia tremer os governos, desagua nos braços cândidos de um partido político - e logo o do Governo. E eis como um banco, que era tão cristão, tão "opus dei", tão boas famílias, acaba na esfera dessa curiosa seita do avental, a que chamam maçonaria. E, revelada a trama em todo o seu esplendor, que faz o líder da oposição? Pede em troca, para o seu partido, a Caixa Geral de Depósitos, o banco público.
 
8. Pede e vai receber, porque há 'matérias de regime' que mesmo um governo com maioria absoluta no parlamento não se atreve a pôr em causa. Um governo inteligente, em Portugal, sabe que nunca pode abocanhar o bolo todo. Sob pena de os escândalos começarem a rolar na praça pública, não pode haver durante muito tempo um pequeno exército de desempregados da Grande Família do Bloco Central.
 
Se alguém me tivesse contado esta história, eu não teria acreditado. Mas vemos, ouvimos e lemos. E foi tal e qual.

Thursday, August 30, 2012

SE É SECRETO, DIVULGUE-SE

Leio aqui que "uma lista com quase 1.500 nomes que identifica os mais influentes na loja do Ocidente, do Grande Oriente Lusitano (GOL), publicada no início deste mês no blogue "Casa das Aranhas" está a lançar o "pânico" na instituição".

Porquê?

Nunca percebi, e continuo a não perceber, por que razões não assumem os maçons a sua filiação nas irmandades em que comungam de ideários supostamente generosos. Houve tempo e lugares em que foram perseguidos mas não é, nem é previsível que venha a ser o caso, nas sociedades democráticas em que vivemos. 

Percebo e concordo com aqueles que defendem (por exemplo, com este) que nenhum cidadão deve ser obrigado a declinar a sua filiação em associações, tidas por secretas ou não. A menos que seja intimado a fazê-lo por agentes de justiça, se for relevante para o processo. Mas daí a entrarem pânico se lhes descobrem a inscrição em lojas  da especialidade, vai uma distância que pode fazer retinir muitas suspeitas.
.
A história da primeira República está recheada de incidentes, conflitos, conivências, traições até, engendradas nas sombras dos templos maçónicos. Sem as conspirações convocadas pelos maçons, as turbulências, as revoltas, que provocaram a emergência da Ditadura, a história contemporânea de Portugal seria outra, e dificilmente poderia ter sido pior. Não foi, nem é, portanto inócuo o envolvimento da maçonaria na política. Não é por acaso que uma grande parte dos actuais deputados à Assembleia da República tem filição maçónica. Mais do que nas sedes dos partidos, é nos templos maçónicos que são em grande parte engendradas as listas que depois somos convidados a votar. 
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Se a revelação dos filiados maçons provoca pânico nas suas hostes, convinha que nos dissessem porquê.   

Sunday, January 08, 2012

ON GOING

Irmão Miguel,
aposta no exterior, e
elogiou em Penela,
a juventude bem preparada,
que emigrou.
E incentivou,
os bens preparados
que andam por aí
a seguirem o mesmo caminho:
atirem-se ao mar,
mas com destino ao Sul.

Álvaro,
por seu lado,
ouvindo cantar as Janeiras,
aposta no interior,
e pergunta a Irmão Miguel
com que pessoal desenvolveria ele,
o interior até Serpins.

Responde-lhe Miguel, em tom docente:
Inocente Álvaro, não se apoquente,
porque há
em Portugal
um excessívo
excesso
de gente competente.

Cientistas defendem que o declinio do cérebro afinal começa aos 45 anos

Thursday, January 05, 2012

IRMANDADE DA REPÚBLICA


Se houvesse lei
que determinasse
chamar pelos nomes os secretos boys,
quem bem contasse,
e se nenhum faltasse,
contaria para aí
nada menos que
uns cento e oitenta e dois
irmãos.

Coisa mais linda, oh Deolinda!

Assim,
sem lei nem roque,
discretos, sem avental visível,
os cento oitenta e dois
esquadrinham a compasso,
e secretam as leis
que não sustentem os seus negócios,
mas os teus interesses,
caro profano.

Hem!!? Que bacano!

Relatora do PSD diz que titulares de cargos públicos não têm de revelar pertença a sociedades secretas

Saturday, October 01, 2011

O JOGO DA CABRA CEGA

Detenção de Isaltino motiva abertura de inquérito.

Isaltino, como era de esperar, foi libertado. Ao que parece a juíza que ordenou a prisão desconhecia que havia recurso interposto junto do Tribunal Constitucional. Alguém se terá esquecido de notificar o Tribunal de Oeiras.

O que dá a Isaltino a possibilidade de solicitar a condenação do Estado português ao pagamento de indemnização por prejuízos sofridos.

Isaltino tem muitos Irmãos: É membro da Maçonaria, mais concretamente da Grande Loja Legal de Portugal.

Meu Irmão, de onde vens?
De uma loja de S. João, Venerável Mestre.
Que se faz lá?
Exalta-se a virtude e combate-se o vício.
Que vens aqui fazer?
Vencer as minhas paixões, submeter a minha vontade e realizar novos progressos na Maçonaria.
Devo então presumir que és maçon?
OS MEUS IRMÃOS RECONHECEM-ME COMO TAL!
aqui

Monday, August 29, 2011

O VALETE DE OUROS

Soube-se hoje que o ministro Miguel Relvas ordenou a constituição de três grupos de trabalho para estudar o futebol luso: um para proteger as selecções nacionais e os jogadores mais jovens, outro para eventuais alterações ao regime jurídico e fiscal das sociedades anónimas desportivas, outro para avaliar a profissionalização ou não dos árbitros (aqui). Soube-se ainda que o mesmo Relvas é considerado, aqui, o quarto mais poderoso da economia portuguesa, que tem ligações "petistas" no Brasil e "santistas" em Angola, e que é "maçon". A avaliação não teve, pelos vistos, em conta que Relvas é também quem mais ordena nos relvados.

Assim sendo, em próxima avaliação, terá boas perspectivas de ser promovido a dama de copas do baralho. 

É muito significativo que da lista dos mais poderosos conhecida até agora (que inclui 6 estrangeiros, entre os quais os amigos de Relvas, Eduardo dos Santos - 6º - e  a filha deste - 18º, Manuel Vicente - 39º -, e Dilma Rousseff - 45º) só constam até agora mais dois ministros do actual governo: Vítor Gaspar- 5º-,  e Álvaro Santos Pereira - 37º.

Faltam sair a dama, o rei e o ás. Muito provavelmente, o rei será o primeiro-ministro e o ás, Ricardo Espírito Santo.Quem será  dama, pelo menos? Só pode ser Angela Merkel.
Fica Portas fora do baralho? É bem possível. Se Cristas, a super ministra da agricultura, do mar, do ambiente e do ordenamento do território, pode menos que Pinto da Costa, Portas não pode, seguramente, mais que Relvas, senhor dos relvados, além do mais que é muito.