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Thursday, December 03, 2015

TRABALHEM MAIS!, MANDA A OCDE

A OCDE divulgou anteontem o relatório - Pensions at a Glance 2015 -, uma análise comparativa entre os sistemas de pensões vigentes em 2014 em cada um dos estados membros e em alguns outros países não membros da organização.  

Uma análise sucinta deste relatório está hoje publicada aqui, no EL PAÍS. Este trabalho do diário espanhol tem ainda o mérito de incluir um conjunto de mapas e gráficos de acesso interactivo, retirados do relatório da OCDE, que vão além da comparação dos sistemas de pensões para incluir vários indicadores da realidade económica e social observada em cada um dos países.

Outro artigo do EL PAÍS,  sustentado no mesmo relatório, comenta aqui a reprovação pela OCDE das reformas antecipadas, indicando um caminho diferente,  de mais anos de trabalho. 
Por estar a ser um dos tópicos mais discutidos do Programa do Governo, a síntese do EL PAÍS, para quem não tem tempo nem pachorra para ler as 370 páginas do relatório da OCDE é uma ferramenta mais manejável. 

Wednesday, November 26, 2014

DE QUE TE RIS, MARIA LUÍS?





Angel Gurría e Maria Luís Albuquerque



O Economic Outlook da OCDE divulgado anteontem, e a que já me referi aqui, conclui, além do mais, que a Zona Euro tem vindo a evoluir desde 2008 de modo frouxo e que assim continuará pelo menos até 2016, admitindo que possa mesmo entrar num longo período de crescimento débil. Pior do que isso são os dados da evolução e as perspectivas da economia portuguesa: há retoma, em termos de PIB, mas é tão anémica que não altera a perspectiva de que se manterá o sentido de divergência da economia portuguesa relativamente à média da OCDE. No conjunto dos 34 países da OCDE, Portugal é agora considerado um dos mais pobres e desiguais. E, recomenda, 

"Para reduzir a pobreza e a desigualdade, o impacto redistributivo do sistema de prestações sociais deve ser fortalecido de uma forma neutral do ponto de vista orçamental"

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Correl.- Portugal diverge sete anos seguidos dos países mais desenvolvidos
OCDE vê Europa e Portugal em risco de estagnação prolongada
Bruxelas alerta: Portugal está em risco de incumprimento défice (28/11)


Monday, March 11, 2013

SOL GERALMENTE NUBLADO

A OCDE divulgou hoje o seu boletim de Março com os "indicadores compósito avançados" (valores de Janeiro de 2013) com os quais é pretendido antecipar os momentos de inflexão da tendência da actividade económica. Resumidamente: Nos EUA e no Japão, os indicadores assinalam um crescimento económico sustentado; Na zone euro, e em particular na Alemanha, observar-se-á uma retoma do crescimento, mas uma estagnação em França e na Itália. No Reino Unido, um crescimento próximo da tendência, mas a um ritmo lento. Na China e na Índia, e em menor grau, o crescimento ficará aquem da tendência; Na Rússia, uma rretoma do crescimento. Globalmente, haverá um crescimento sustentado no conjunto dos países da OCDE.

Para Portugal, os indicadores avançados, situam a evolução económica próximo da tendência (99,7) depois de uma aproximação persistente nos últimos nove meses, o que permite considerar, se a metodologia da OCDE não desiludir,  que a inflexão estará próxima. Boas notícias? Sem dúvida alguma. Mas muito longe da solução do mais intrincado problema que se coloca por ser insuficiente o crescimento possível, atendendo ao potencial da economia portugesa, para se colocar acima do crescimento dos custos da dívida.   
 
Também hoje, o INE divulgou o seu comunicado habitual - vd aqui - e, para além de confirmar as previsões que já tinha adiantado da diminuição de 3,2% do PIB em 2012, com a redução de 3,8% no 4º. trimestre, calcula o PIB em 165,4 mil milhões de euros no fim do ano passado. Segundo dados do Banco de Portugal -vd aqui - a dívida pública terá atingido, também no final de 2012,  203,4 mil milhões de euros, equivalente a 122,5% do PIB (123% se considerarmos o valor do PIB hoje divulgado pelo INE).
 
Vale isto por dizer que, mesmo se os indicadores compósitos avançados da OCDE não nos desiludirem, a progressão da dívida manter-se-á imparável com um crescimento anémico por falta evidente de fôlego próprio ainda por cima condicionado por uma carga insuportável do custo da dívida.