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Sunday, August 21, 2011

THE NEW WOODOO ECONOMICS?

When John McCain was running for the Republican presidential nomination nearly 12 years ago, he declared that Alan Greenspan was so critical to the economy that, if the then-Federal Reserve chairman died, he’d put sunglasses on the body, prop him up and hope no one noticed.

It’s safe to say that GOP opinions of the Fed have slipped a bit since. Texas Gov. Rick Perry, a newly declared candidate for president, said it would be “treasonous” for Greenspan’s successor, Ben Bernanke, to “print more money between now and the election” in an effort to boost the economy. Other candidates have been equally damning if slightly less extreme in their statements. Rep. Michele Bachmann of Minnesota has accused the Fed of “debasing the currency,” while Rep. Ron Paul of Texas has written a bestseller called “End the Fed.” The party’s economic standard-bearer in the House, Paul Ryan of Wisconsin, repeatedly charges the Fed with “bailing out” what he considers President Obama’s reckless fiscal policy and wants the institution stripped of its mandate to promote employment.

If Republicans dislike monetary stimulus, they loathe its fiscal cousin even more, routinely labeling Obama’s stimulus as ineffective, or worse, counterproductive. They want balanced budgets, the sooner the better. Bachmann, for instance, has advocated an immediate 40 percent cut to federal spending by barring any increase in the debt ceiling. This, too, is at odds with the party’s earlier views. The administration of George W. Bush sold its 2001 and 2003 tax cuts as Keynesian-style economic stimulus. Lawrence Lindsey, a top Bush adviser, even likened opponents of the tax cuts to President Herbert Hoover, whose obsession with balancing the budget in 1932 worsened the Great Depression.

Certainly, some of this rhetoric is just political opportunism. The Fed and the stimulus package are handy proxies for Republicans’ real target, which is Obama in the 2012 election. But something more fundamental is going on: The economic ideology of the Republican Party has changed in recent years in an important and little-appreciated direction. Liberals and conservatives in the United States have long differed on how much the government should meddle in individual markets, whether for energy or health care. But they have largely agreed that the government should have at least some role in smoothing out the ups and downs of the business cycle — what economists call “macroeconomic stabilization,” that is, containing inflation in good times and boosting employment in bad.

But this is the consensus that many Republicans in effect now reject. In their view, the government has no more role meddling in the business cycle than in any other market. “Many of our problems can be traced to a misguided belief by politicians that the American economy is something that can be controlled or micromanaged or influenced positively by government intervention and borrowing,” House Speaker John Boehner (R-Ohio) said in a speech in May. He went on to explain that “for job creators, the ‘promise’ of a large new initiative coming out of Washington is more like a threat. It freezes them. … The rash of ‘stimulus’ legislation passed by Congress in recent years has been one of those obstacles.”

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Sunday, December 28, 2008

OS MALEFÍCIOS DO NEO LIBERALISMO

O resultado da vitória neoliberal foi a arrogância que o dinheiro ganha quando está concentrado, o aumento das desigualdades, a corrupção e a captura do Estado pelas elites económicas e a instabilidade associada ao predomínio das forças do mercado global. Estas forças corroem tudo, incluindo as fundações morais que sustentam qualquer sistema económico viável.
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A discussão à volta dos malefícios do neo liberalismo envolvendo o posicionamento relativo do binómio Keynes - Hayek, ou dos respectivos neos, pode ser intelectualmente estimulante mas não abrirá nunca qualquer outra janela por onde se possa vislumbrar uma oportunidade de recrear a herança de qualquer deles escalpelizando a semântica das suas palavras ou a filosofia subjacente às suas convicções. Será muito interessante do ponto de vista da história das ideias mas é muito provável que não se descortinarão outros contributos para a ultrapassagem dos muitos dilemas que continuam a colocar-se aos promotores de políticas económicas. Se a história se repete, a história económica repete-se mas as mesmas terapêuticas não conduzem a idênticos resultados. Se o Washington Consensus agudizou desastres, o keynesianismo já tinha falhado noutras situações. Mais do que discutir Keynes, ou Hayek, hoje, o que vale a pena é pensar as medidas, globais e específicas, que a ultrapassagem desta crise requer e adoptar os antídotos que possam prevenir as causas que a provocaram. Se estamos condenados a cometer erros, que eles sejam novos, a estrear.
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Era esperável, desta vez, que os neo liberais viessem em defesa da sua dama quando esta tivesse resvalado e que os neo marxistas retemperassem forças e viessem reclamar outra vez as razões do patrono. A dialética entre os extremos neste rodeo cinge-se à expectativa das partes no derrube da parte contrária.
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Esta crise, para além da crise de confiança que sempre paira sobre todas as crises económicas foi, senão originada, muito potenciada pelos abusos de confiança, de vária ordem e grandeza, de muitos agentes fianceiros. Mas é muito claro que não podem assacar-se ao neo liberalismo o exclusivo dos malefícios que lhe registam no cartório. São por demais evidentes as ocorrências dos mesmos factos perversos em ambientes de inspiração oposta. Por outro lado, o alargamento do perímetro do Estado não garante, bem pelo contrário, a redução daqueles abusos, e temos entre nós muitos exemplos que lamentavelmente o confirmam de forma ineludível.
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Não há nada a fazer? Há muito a fazer.
Desde logo a adopção de medidas e sanções que fortemente desmotivem a repetição dos actos que potenciaram esta crise. Crise que é, sobretudo, uma crise de democracia no sentido de que os cidadãos estão afastados da supervisão dos seus interesses. Para dar um exemplo: Os fundos de pensões, criados para garantir a subsistência dos cidadãos após a vida activa, não deveriam conter, sob razão alguma, activos não garantidos e os participantes, ou seus delegados, deveriam escrutinar de forma permanente a evolução dos portfólios respectivos.
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No rescaldo da Grande Depressão foi instituído nos EUA o The Glass-Steagall Act de forma a prevenir a utilização da banca de depósitos em operações especulativas. O sistema funcionou bem, protegendo a economia de crises financeiras, até à década de 80, quando a emergência de bancos de poupança e empréstimos para habitação provocou a falência de um deles e uma enorme factura de cerca de 5% do GDP teve de ser paga pelos contribuintes norte-americanos.
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Há, realmente, muita coisa a fazer. Repor o espírito do The Glass-Steagall Act é uma delas.
O outro será a extinção de offshores. Mas se esta for uma acção impossível, deveriam os bancos também distinguir-se entre os que operassem com offshores e os que não o fizessem.
Afinal se há proibição de fumar em recintos públicos, proibição que aconteceu em ambiente neo liberal, porque não obrigar os bancos a optarem por alinhar dentro ou fora de áreas de confiança conhecidas?